A Sua Empresa Anda a Precisar de uma Outra Espécie de Tinder?

Por Jayme Kopke

O que é que o anúncio de um rapaz à procura de namorada tem a ver com a comunicação da sua empresa? Se respondeu “Nada.”, desengane-se. O Jayme Kopke, diretor criativo da Hamlet, encontrou uma grande semelhança entre as duas e, se quer arranjar mais clientes, é bom que saiba qual é.

Uma amiga publicou esta pérola no Facebook. Toda a gente riu. Os comentários eram do género “Tinder para quê, se há tantos postes pela cidade?”

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Mas a mim, depois de rir, deu-me para pensar na sua empresa. Será que ela está a tentar arranjar clientes da mesma forma que este rapaz sério procura uma namorada?

Não, não suponho que a sua empresa esteja a espalhar anúncios pelos postes da rua. Mas a verdade é que há outros tipos de “postes”: suportes que ninguém vê, localizados em sítios por onde ninguém passa.
O seu site, por exemplo. Sei que a sua empresa investiu tempo e dinheiro a fazê-lo. Mas, agora que está lá, na imensidão da internet – onde há muito mais ruas desertas do que qualquer cidade que você conheça – será que atrai todos os olhares que você gostaria?

Imaginemos que sim: que o site até tem visitantes, que reparam na sua existência como alguém reparou (e até tirou uma foto) no anúncio do nosso rapaz solitário. Será que a sua mensagem é muito diferente da dele?

O rapaz até tem alguma ideia do seu público-alvo: procura senhoras entre os 20 e os 39, não vá alguma quarentona ter a audácia de se candidatar. Mas, quanto a argumentos para atraí-las, não se alarga muito.

É um rapaz sério. Exatamente como milhares de empresas, algumas até com dimensão e argumentos que poderiam perfeitamente exibir, mas que também parecem não ter mais nada a dizer. São empresas sérias. Têm uma história. Missão. Valores. Produtos e serviços. Às vezes até têm uma equipa – mas pouco mais.

A sua comunicação digital é eficaz?Vai-se ao site da concorrência e é igualzinho. É assim com categorias inteiras: dezenas de empresas de TI exatamente iguais umas às outras, pelo menos a julgar pelo que comunicam. Ou consultoras de negócios. Ou indústrias de componentes. Ou clínicas. Ou o que for.

Gostaria de acreditar que o rapaz do anúncio encontrou a sua alma gémea. Mas, com uma mensagem tão pouco diferenciadora, e uma forma tão pouco promissora de chegar à sua audiência, tenho muitas dúvidas.

Já a sua empresa ainda vai a tempo. Se ainda não encontrou a mensagem certa para se diferenciar da concorrência, e a maneira de levar essa mensagem às pessoas certas, fale com a Hamlet.

Ou vai ficar à espera de que alguém finalmente veja o seu anúncio no poste?

Jayme Kopke