RGPD: bicho-de-sete-cabeças ou oportunidade para o seu marketing?

Como já deve ter reparado, o RGPD está nas bocas do mundo – e há muitas empresas em pânico por causa dele. Mas, na verdade, apesar de todas as suas exigências, este regulamento pode ser uma excelente oportunidade para o seu marketing.

A sua empresa detém e utiliza dados pessoais de terceiros?

Se a resposta é sim, pode ter algumas razões para se preocupar com o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) – o regulamento europeu que vem retificar o modo como as empresas reúnem, armazenam e usam os dados pessoais dos cidadãos.

A sua comunicação digital é eficaz?

O RGPD tem mesmo um tanto de amedrontador. É um regulamento gigantesco, chato de ler, e é difícil saber se está mesmo a cumprir todos os seus requisitos.

Mas o que assusta são as multas – que podem ir até 4% da faturação das empresas.

Daí que se esteja a falar tanto no regulamento: há dezenas de guias a circular na internet, uma imensidão de artigos na comunicação social, várias entidades a fazerem workshops sobre o assunto.

Mas, no meio de tanto barulho, há algo de que quase ninguém fala. E se o RGPD, em vez de significar só chatices e riscos para a sua empresa, afinal for também uma oportunidade?

Um bicho de sete-cabeças?

O primeiro ponto a reter é que o Regulamento Geral de Proteção de Dados, parecendo um bicho de sete-cabeças, se calhar não é tanto.

Esprema-o bem e vai ver que se resume a uma palavra: permissão. Vem assegurar que as empresas só vão deter e usar os dados pessoais de quem o permita explicitamente

Por outro lado, não traz nada de radicalmente novo. Antes do RGPD, a legislação já exigia que as empresas pedissem autorização para tratar dos dados pessoais de quem quer que fosse. Só que agora o mecanismo de fiscalização mudou, e as multas para quem não andar na linha são pesadas.

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Se a sua empresa já pedia os devidos consentimentos, não tem de se preocupar demasiado – o RGPD não altera muito a sua forma de capturar e reter dados. Pode apenas ter de tornar essas autorizações mais claras e específicas.

O caso só muda de figura se estiver a enviar comunicação sem consentimento. Ou se tiver um consentimento parcial ou pouco explícito – que não inclua cada uma das utilizações que dá aos dados dos seus contactos, por exemplo.

Aí sim, vai ter de pedir as autorizações necessárias. De preferência até 25 de Maio, que é quando a lei entra em vigor.

Desastre ou oportunidade?

Mas, e se tiver de fazer uma razia nos seus contactos? Será mesmo uma catástrofe?

Não necessariamente. É claro que é chato. Por outro lado, com um empurrãozinho da lei, a sua empresa vai finalmente começar a tratar a sua base de dados da forma mais capaz de gerar bons resultados. Esta é a boa notícia.

Quando a sua base de dados está cheia de contactos que não consentiram explicitamente em receber o tipo de comunicação que lhes envia, a qualidade desses contactos cai a pique.

Por exemplo, se faz e-mail marketing, as suas taxas de entrega, abertura e cliques diminuem por várias razões. Pode estar a enviar conteúdo para endereços de e-mail que já não existem. Para contactos que o identificaram como spam e nem sequer olham para as suas mensagens. Ou pode ter contactos repetidos e estar a enviar mais do que uma vez a mesma mensagem para um destinatário.

Se, pelo contrário, limpar as suas bases de dados e só enviar mensagens a quem ativamente o permitiu, acontece o inverso. Na sua base de dados só se vão manter os contactos mais ativos e valiosos. Aqueles que o identificarão como um remetente válido, com conteúdo que querem receber.

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E ainda pode haver um segundo efeito positivo: se muitas empresas se ajustarem à lei, toda a gente – incluindo a sua lista – vai passar a receber menos spam.

Resultado? A concorrência nas caixas de correio e afins provavelmente vai diminuir – e os seus destinatários vão olhar para as suas mensagens com mais atenção.

Vê como o RGPD se calhar não é tão mau?

Por isso, aproveite a boleia destas mudanças obrigatórias e, se ainda não adopta a boa prática de só comunicar com quem lhe deu permissão para isso, passe a fazê-lo.

Entretanto, se nessa comunicação precisar de uma mãozinha, pode contar com a Hamlet.