O seu marketing B2B precisa de um piloto automático?

Does your marketing need an autopilot?

Publicar regularmente informação útil sobre a sua especialidade é uma ótima estratégia de marketing.
 
Cria confiança, dá-lhe visibilidade e reputação sem levantar resistências como a publicidade ou outras formas de venda explícita. E, a um custo comparativamente muito mais baixo, resulta: gera leads que depois se convertem em clientes.
 
O problema é que para fazer um marketing baseado em conteúdos é preciso ter… os conteúdos. Produzi-los exige tempo. E tempo, como sabe, é aquela coisa que sempre nos falta.
 
Nós na Hamlet conhecemos bem este drama. Como o resolvemos? Pondo parte do nosso marketing em piloto automático. É algo que você também deveria fazer. Saiba a seguir por onde começar.

 

Newsletter da Hamlet

Quem subscreve a newsletter da Hamlet espera conteúdos de qualidade e com frequência. Como arranjamos tempo para os produzir?

Os últimos meses foram complicados para mim. Entre umas semanas fora do país, projetos novos a entrar na Hamlet, algumas questões familiares e uma mudança de casa, não sobraram muitos minutos para alimentar as nossas plataformas de publicação de conteúdos: este blog, a nossa newsletter ou as apresentações e miniguias que vamos editando sobre temas de marketing e comunicação B2B.

Sendo eu o principal produtor deste tipo de conteúdos cá na casa, isto quer dizer que nesse período a nossa comunicação regular com o nosso público-alvo parou? Nem por isso. Mesmo com menos conteúdo novo, continuámos a gerar tráfego para o nosso blog e para o site da Hamlet, a angariar novos seguidores e a oferecer conhecimento útil a quem já nos segue.

Não o conseguiríamos se parte do nosso marketing não estivesse no que chamo de “piloto automático”: um conjunto de mecanismos e ferramentas que se mantêm em funcionamento mesmo quando não lhes podemos dar grande atenção. Veja como se faz:

1. Estabeleça processos para gerar conteúdo novo com alguma facilidade

Embora neste ponto o piloto não seja totalmente automático, podemos falar no automatismo de uma rotina. Na minha experiência, nada é tão poderoso para conseguir resultados constantes como estabelecer procedimentos também constantes, que já não precisam de decisões, discussões internas ou grandes reflexões. É só fazer e pronto.

No caso da produção de conteúdos, definimos uma cadência mínima de posts por semana. Definimos quem os faz (quando não sou eu é o Rui Lourenço, com backups eventuais do Manuel Caetano ou da Vanessa Santos). E, quando há pouco tempo para organizar ideias Plano de Comunicação Internapróprias, definimos o processo para identificar conteúdo alheio de qualidade, que possa ser rapidamente posto online.

Procuramos manter a mesma regularidade na produção dos nossos insights de marketing e comunicação enviados por email (já os subscreveu?) e na alimentação da nossa presença em redes sociais.

Não é que de vez em quando alguma coisa não falhe e que o ritmo às vezes não seja menos regular do que gostaríamos. Mas, em geral, estes processos garantem que nos vamos mantendo visíveis mesmo quando falta o tempo para pensar muito no assunto.

2. Faça render o peixe: rentabilize o conteúdo que já tem

Uma das vantagens de publicar constantemente conteúdos online é que eles não desaparecem depois de publicados. Continuam lá, gerando tráfego para o seu blog e site, trabalhando dia e noite para a sua visibilidade e reputação. Se forem frequentes e relevantes, acabarão por cobrir as palavras-chave que atraem o seu público-alvo.

Mas há uma forma de fazer render ainda mais os seus conteúdos já existentes . Os nossos

Fazer um viral

Um post publicado neste blog gerou um artigo para a revista Briefing e depois este mini e-book (clique para descarregá-lo). Ainda não fizemos o vídeo, o jogo, o musical e a a app, mas é só uma questão de tempo.

amigos anglo-saxões chamam-lhe “repurposing”, que é sempre mais tchan do que dizer “reaproveitamento”. Como a tasca da esquina transforma o bife de hoje no croquete de amanhã, você também pode transformar um post num mini e-book, numa apresentação de slides, num vídeo ou podcast, numa sequência de emails. Uma intervenção num evento ou aquele artigo que publicou na media podem gerar mais um post, e assim por diante.

A vantagem não é só produzir mais com menos trabalho: é principalmente poder chegar a mais gente. Assim como há quem goste de bifes e quem só tenha tempo para um croquete, entre os seus seguidores alguns apreciarão um texto corrido, outros preferem um infográfico ou uma apresentação de slides. Recicle e torne-os todos seus fãs.

3. Não se esqueça dos anzóis

A função  de um marketing baseado em conteúdos é atrair para a sua órbita potenciais clientes – ou, no mínimo,  pessoas que gostem do seu conteúdo e o partilhem, ajudando a divulgar o que você faz. Mas, uma vez que os atraia, é importante mantê-los por perto. Para

Newsletter da Hamlet

Oferecer dicas e informações de marketing interessantes é a nossa forma de obter os dados de quem tem afinidade com o que fazemos. Faça o mesmo e comece a criar a sua lista: será provavelmente o ativo mais importante do seu marketing.

isso nada melhor saber quem eles são, ficar com os seus dados, conseguir que o autorizem a manter o contacto.

É por isso que, neste blog, por exemplo, vai encontrar com frequência um convite para que assine a nossa newsletter sobre comunicação de marketing business-to-business. Ou, nos nossos artigos mais dirigidos à comunicação interna e com Recursos Humanos, para subscrever as 6 perguntas e 6 respostas para Criar um plano de Comunicação Interna.

Mesmo quando a falta de tempo obriga a reduzir o ritmo dos novos conteúdos, estes convites continuam a trabalhar em piloto automático, fazendo crescer a lista de contactos que sentem afinidade pelo trabalho da Hamlet. Esta captura permanente de dados é algo que você também deve fazer no seu marketing online.

4. Programe um Autoresponder

Mas o que é que se faz em seguida com todas estas pessoas que se registam? Se o tempo já era escasso para escrever um post ou outro no blog, como é vamos conseguir cultivar este contacto, enviando-lhe com regularidade conteúdo útil e interessante?

Aqui é que entra o autoresponder: mais uma maneira simples de pôr a sua comunicação em piloto automático, rentabilizando, ao mesmo tempo, conteúdo que já produziu.

Um autoresponder é simplesmente uma sequência de emails pré-programada. Se assinar a newsletter da Hamlet hoje, por exemplo, os emails sobre marketing B2B que começará a receber regularmente não são todos criados na altura em que os mandamos. Alguns foram

Plano de Comunicação Interna

Uma sequência pré-programada de emails permite enviar conteúdo interessante aos bocadinhos, como fazemos nesta série sobre comunicação interna. Subscreva-a para ver como funciona.

enviados pela primeira vez há bastante tempo. Como tivemos ótimo feedback (likes, emails de resposta com comentários) e se mantêm atuais, continuamos a mandá-los aos aos nossos novos subscritores.

Assim, além de não privarmos os recém-chegados de informação que outros assinantes acharam interessante, mantemos a frequência de contato – mesmo quando não nos é possível produzir conteúdo novo com a regularidade que gostaríamos.

Um autoresponder também permite dividir um conteúdo mais extenso (como as 6 Perguntas e 6 Respostas para Criar um Plano de Comunicação Interna) em uma sequência. É bom para quem subscreve (não tem que ler tudo de uma vez) e bom para quem publica (cria na audiência o hábito de abrir e interagir com os seus emails).

Como quase todas as empresas, grandes ou pequenas, temos menos recursos do que o necessário para fazer tudo o que gostaríamos. A solução é encontrar formas de rentabilizar  o tempo, e neste aspecto vivemos numa época extraordinária: nunca houve tantas ferramentas para automatizar muito do esforço do marketing.

Faça isso você também. Se precisar de ajuda, fale com a Hamlet.

Jayme Kopke, da Hamlet - Comunicação de Marketing B2B

linkedin.com/in/jaymekopke

 

Jayme Kopke

da Hamlet