Publicidade B2B

Fala-se às vezes do baixo nível da comunicação e das decisões de marketing que as suportam como se fossem parte daquele fado nacional que faz com que certas desgraças, “só neste país”. Felizmente ou infelizmente, talvez não seja bem assim.

Recentemente Steve Harrison publicou “How do do better creative work”, um livro indispensável para quem quer trabalhar na comunicação de marketing. Mas, se não tiver tempo para ler o livro agora, recomendo que assista a esta breve e óptima entrevista com Steve Harrison.

A comunicação B2B não existe. Que eu saiba, até hoje ninguém conseguiu comunicar rigorosamente nada a uma empresa, pela simples razão de que as empresas não têm olhos para ler, nem ouvidos para ouvir, nem cérebro para interpretar.

Depois do grande sucesso que foi a campanha da Tipp-Ex no youtube, cada vez mais marcas estão a experimentar novas formas de publicidade interactiva. Já não é invulgar quando nos deparamos com anúncios em formato de vídeo/flash com a possibilidade de interacção do espectador.

o velho e bom direct mail, repetidamente dado como morto com a internet e o email, afinal ainda respira. Por outro lado, nenhum plano de comunicação de marketing pode prescindir de diversificar os suportes para chegar ao target. O Google, que sabe de comunicação – e de marketing directo – como ninguém, parece ter consciência disso.

Under the Radar, de Bond e Kirshenbaum, No Logo, de Naomi Campbell e The Book of Gossage, de Howard Luck Gossage: três formas muito diferentes de relacionar ética e publicidade.

Os bens intangíveis, como os criados pela publicidade, podem valer muito mais do que os tangíveis – é o que demonstra Rory Sutherland nesta apresentação fantástica.

Um texto deve ser tão longo quanto necessário para que o leitor dê o próximo passo que desejamos que dê. Nos links patrocinados do Google, são 140 caracteres. Mas numa típica “sales letter” pode representar várias e várias páginas.

A ira dos hoteleiros do Algarve com o cartaz de Guimarães Capital da Cultura talvez se explique pelas altas temperaturas registadas na região nas últimas semanas. Ou talvez sejam só os reflexos do costume entre tantas das corporações nacionais: o atávico horror à concorrência (mesmo que seja, como neste caso, só a brincar), uma grande insegurança, uma total carência de sentido de humor.

Há quem ache que pelo menos em certos casos – muitos, seguramente, na área do business-to-business – a imagem da marca não deve ser um efeito directo da comunicação de imagem, mas quase um efeito secundário da comunicação de vendas. E que esta deveria recorrer, mais do que à publicidade, a ferramentas mais mensuráveis, ainda que menos glamourosas – caso do marketing directo. Bill Fryer, no artigo abaixo, explica as razões.


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Jayme Kopke

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