Comunicação de marketing business-to-business
Mais um artigo de Drayton Bird sobre o estranho processo que governa a selecção de agências. Pelos vistos não é só nos Açores, nem só em Portugal. Confira:
“Again I must apologise for pointing out something childishly obvious… but it is clearly necessary, as almost every major marketer makes this exceptionally stupid mistake.
As a matter of fact, a large and lucrative industry has grown up to cater for the idiots who make it.
It is called by those of us who have suffered from it, a “beauty parade”. Or, more formally, The Pitch for the Account.
Here’s how it goes, all too often.
1. A large firm gets a new marketing director.
2. Among the many things he or she does – like changing everything his predecessor did, good or bad – is to change the agency, good or bad.
3. The objective is often, but not always, to get old friends in.
4. A statement is issued to the Trade Press – which in our industry is a sort of extended gossip column interspersed with news of little importance, fawning articles about industry “figures” and jargon-crammed pieces written by suppliers in the hope of flogging stuff.
5. Since the only thing of real interest is what might make money, the announcement is read eagerly and the firm is bombarded with requests from agencies to be considered.
6. An outside firm is hired (at considerable expense) to suggest which agencies should be allowed to present for the account because the client is either too idle or ill-informed to do this simple task.
7. They, quite impartially, of course, suggest (far too many) firms who have paid them to be put on such lists and who seem on the face of it to be qualified.
8. Vast sums of money, far too much time, and altogether too many meetings are devoted to the agencies putting together proposals and the clients reviewing them.
9. A “short list” is created.
10 More meetings take place, much speculative creative work is produced, and then in a series of presentations (with more meetings to talk about them) the clients decide who will get the account.
11. Sometimes the creative work is put into research, which usually gives absolutely no indication of what will really work (and often is 180 degrees wrong, I assure you).
12. The account is assigned.
13. The client is taken to some excellent, if overpriced restaurants.
14. Since the agency knew even less about the business than the client they are now asked to produce more work which reflects something closer to the facts.
So now you know one very good reason why so much marketing fails.
If you actually want it to work, just find out the agencies (or people) who appear best qualified, based on proper research by you – if you are the person responsible.
Then ask the two or three agencies who seem to have the best record of getting measurable results and can explain how they got them, to create work you can test.
Once you appoint someone, keep testing their work against that done by others, without making them feel threatened – assuming they are doing a good job.
(And before you switch again, remember that teaching new people takes time and costs money)
Any fool should know all this, but clearly many otherwise smart people don’t.
Best,
Drayton”
Director Geral e Criativo da Hamlet
O que é que faz com que, em tantas empresas, a comunicação interna seja uma terra de ninguém?
Se perguntar a qualquer gestor se ele acha que a comunicação interna é muito importante para a sua empresa, 11 em cada 10 provavelmente vão dizer que sim, é muito importante.
Se em seguida se for olhar para a forma como cada uma dessas empresas de facto se comunica com os seus colaboradores, em cada 10, pelo menos nuns 9 casos a realidade estará a desmentir o gestor.
Ou seja: como fazer exercício, parar de fumar ou dormir as oito horinhas diárias, uma boa comunicação interna é daquelas coisas que toda a gente acha indispensável. Mas, que, na prática, nunca chega a acontecer. Por que será?
Como a Hamlet tem estado frequentemente envolvida em projectos de comunicação interna para os seus clientes, pus-me à procura de uma resposta. E acabei por encontrá-la no sítio mais improvável: numa rua de Nova Iorque onde, há mais de 40 anos, uma mulher foi barbaramente apunhalada.
A história, contada por Malcolm Gladwell no seu livro “The tipping point”, é a de um crime acontecido nos anos 60 e presenciado por 38 testemunhas – sendo que nenhuma delas chamou a polícia. O que Gladwell sustenta é que, ao contrário do que nos diz o senso comum, haver ali tantas pessoas não era um dissuasor do assassinato. Pelo contrário: se houvesse apenas uma ou duas testemunhas, era bem mais provável que a polícia fosse alertada. A explicação é simples: com tanta gente à volta, cada uma das testemunhas pensou que alguém já teria feito alguma coisa, ou estava a caminho de o fazer. Ninguém assumiu que a responsabilidade era sua.
Com a comunicação interna é parecido.
Uma boa comunicação interna interessa a muitas áreas da empresa. Todos os departamentos precisam de colaboradores informados, coesos, motivados. Todos, em alguma medida, têm que comunicar pelo menos com os “seus” colaboradores. Assim, a responsabilidade acaba por ser de todos – ou seja, na prática, não é de ninguém.
Vai daí, o que frequentemente se vê são no máximo acções isoladas, sem um princípio estratégico que lhes garanta continuidade e articulação com todas as outras acções de comunicação na empresa.
É claro que há excepções. Algumas empresas já perceberam a importância de uma boa comunicação interna e têm lá dentro quem esteja a tratar disso – quer por ter havido uma decisão formal nesse sentido, quer porque alguém tomou a iniciativa e assumiu para si essa responsabilidade. Nalguns casos é o marketing, noutros serão os recursos humanos, noutros a administração. Pouco importa, desde que haja alguém preocupado em tratar os colaboradores como o que de facto são: um dos alvos essenciais para a comunicação de qualquer empresa.
Isto, pelo menos, é o que tenho observado. Mas como nesta área, justamente por não haver uma boa prática estabelecida, as realidades são as mais diversas, admito que a minha observação é parcial e muito incompleta. por isso, adoraria ouvir a sua opinião. Se tem uma percepção diferente, ou se na sua empresa as coisas não se passam assim, agradeço o seu ponto de vista.
Director-Geral e Criativo da Hamlet
Há uns dias publiquei aqui um vídeo da HP dirigido – aparentemente – ao mercado das pequenas e médias empresas, partilhando as minhas dúvidas sobre que diabo a marca pretendia com esse tipo de abordagem, e pedindo a opinião dos estimados visitantes. O vídeo era este:
Os estimados visitantes fizeram-se difíceis e não deram muitas opiniões, por isso as minhas dúvidas continuaram. E ficaram ainda maiores quando tropecei na internet com este outro vídeo da HP, aparentemente destinado ao mesmo target, mas que – desculpem lá o trocadilho – causa logo outra impressão:
É que nem parecem filhos da mesma marca-mãe. A criatividade é seguramente uma diferença importante. Torna a comunicação credível e memorável, o tipo de peça que a gente nem se importa de partilhar com os amigos no Facebook. Mas, na publicidade, uma boa ideia quase sempre está escorada em qualquer coisa de bem firme. Uma mensagem específica, um benefício claro – que é o que parece faltar no primeiro filme. O estimado visitante o que é que acha?
Director-Geral e Criativo da Hamlet
Sou assinante de várias das newsletters de Perry Marshall, que recomendo. Numa delas vem uma história surpreendente sobre um efeito que o Facebook estará a ter sobre os velhinhos – que aparentemente, com tantos amigos disponíveis na rede, se recusam a morrer. Não sei se é verdade, não conheço os números (havemos de falar sobre números neste blog) – mas é bastante plausível. Veja a história toda:
“Jayme,
Yesterday I heard from a very reliable source that Facebook has triggered a sea change in the nursing home industry. This comes from a client of one of my business mentors.
The #1 reason people die is their friends have died or been dispersed to the four winds; their family doesn’t visit them anymore, and they have no more reason to get up in the morning. I’m sure all of us have visited long-term care facilities and seen the blank stares and hopelessness of aged people living out their last days.
Facebook has changed that. There are many, many 77 year old folks in nursing homes who now have 60 Facebook friends and interact with them on an hourly basis. This is literally extending life spans – to the point of wreaking havoc in the long-term care industry.
This is because many of the payment models are based on people living only so long and their communities on Facebook are literally extending their lives.
(It’s also creating some interesting social gaffes. Like after a person dies their friends are still getting reminders: “You haven’t reached out to Ethel for awhile. Send her a note. Click here to POKE Ethel.”)
It’s also obliterating illiteracy. Kids might be able to fake reading books in school, but they can’t fake writing comments on their friends’ pages. I seriously believe that within 5 years, nearly every single kid in the developed world will be able to read, write and type – because of Facebook.
Within 10 years, the same will be true in developing countries – because of mobile phones. Yesterday I saw a video of men with pickaxes in Rwanda digging 6 foot trenches for fiber optic cable. Rwanda is rapidly becoming the most wired country in Africa.
To hard-core, driven business types, Facebook might seem like a toy. That’s what most people thought about the Internet 10-12 years ago. It turned out to be something much bigger than that, didn’t it?
I don’t know if Facebook is a perfect fit for your business or not, but if you haven’t taken our free self-evaluation you might want to do that right now. It literally takes 60 seconds and you can do it at http://www.IsFacebookForMe.com.
Perry Marshall”
Director geral e criativo da Hamlet
É o anúncio de uma nova forma de anunciar um novo produto usando uma nova plataforma. Claro que a essa nova forma de anunciar já deram um nome novo, para ver se inaugura uma nova categoria: é um iAd. Será que vai pegar? Façam as suas apostas.
É business-to-business, mas como as empresas são feitas de pessoas, e as pessoas são também consumidoras, deixa-nos com vontade não só de anunciar usando o iPhone, mas também de ter um iPhone (ou trocar o que já temos por um mais novo) e, já agora, também um carrinho eléctrico simpático como o Nissan Leaf.
Uma criação da TBWA/Chiat Day de Los Angeles.
Jayme Kopke
Director Geral e Crativo da Hamlet
Neste excelente vídeo, Dan Pink fala sobre como podemos motivar os colaboradores para contribuírem cada vez mais para o crescimento da empresa.
Mostra que, muito mais do que apenas oferecer recompensas financeiras, uma empresa precisa de envolver o colaborador. Não só recompensá-lo quando surge uma boa ideia, mas investir no ambiente necessário para que estas ideias surjam naturalmente.
In: Marketing B2B
6 Jul 2010A Soap, uma empresa especializada em apresentações, mandou este pequeno vídeo que conta toda a verdade sobre os Power Points. Confira.
Director Geral da Hamlet
Olho para um spot como este da HP e tenho grandes dúvidas quanto a uma abordagem deste tipo para produtos destinados a pequenas empresas. Certamente produz um efeito – se conseguir alguma vez ser visto, com um mínimo de atenção, pelo target, alguma impressão deixará, e com o efeito cumulativo das muitas outras actividades da marca é possível que reforce em alguma medida as suas associações positivas. O problema é: em que medida? E de que forma se poderá atribuir algum resultado precisamente a este esforço de comunicação, separando-o de tudo o resto?
Tendo em conta o esforço que exige em produção e veiculação, este tipo de comunicação 100% imagem, sem nenhum estímulo directo à acção, sem nenhum mecanismo de resposta que permita controlar – para depois melhorar – a sua eficácia, seguramente não me parece a melhor escolha entre as muitas formas de abordar uma audiência empresarial.
Mas posso estar enganado, por isso gostava de saber a sua opinião. Este tipo de publicidade funciona para pequenas empresas?
Director Geral da Hamlet

Um plano para aceder e partilhar informação com ferramentas gratuitas da net. (Mapa em Mind Note)
Entre as maiores razões de queixa dos empreendedores portugueses conta-se o acesso à informação de qualidade*. Por isso é importante divulgar aqui um conjunto de ferramentas que o ajudarão a encontrar e a partilhar conteúdos úteis.
Comecemos por um exemplo: o senhor Libério, produtor de vinhos, que no próximo Outono apresentará ao mercado o “Castro Laboreiro”, um belíssimo Touriga Nacional muito encorpado, cheio de taninos, com sugestões de frutos silvestres. A pomada tem robustez para cair no goto dos apreciadores, mas para isso é necessário divulgá-la. O senhor Libério precisa de ideias para promover o seu vinho com eficácia e, já agora, ser reconhecido entre os lideres de opinião na sua área de negócios. Como não tem orçamento de marketing, deseja utilizar as ferramentas gratuitas da internet. O que fazer?
1. Investigar
Uma boa maneira de recolher informação sem esforço – exemplos, conselhos, estratégias de promoção de vinhos – será utilizar o Google Alerts. Ao inserir os termos de pesquisa “wine marketing” ou “marketing de vinhos”, o nosso produtor vai receber periodicamente conteúdos sobre este tema na sua morada do Gmail. A seguir, ele pode encontrar blogs da especialidade recorrendo ao Google Blog Search: numa pesquisa de 30 segundos terá acesso a fontes de informação preciosas, como o Wine Marketer ou interessante Think Wine Marketing. Se fizer a pesquisa em português descobrirá, além de alguns blogs de apreciadores (e futuros contactos), que existe uma pós-graduação em marketing de vinhos no Instituto politécnico de Viana do Castelo. Valerá a pena?
Mas o senhor Libério não tem tempo a perder: ele quer informação actualizada ao minuto e deseja estabelecer relações próximas com os apaixonados pelo vinho. Por isso adere ao Twitter e faz outra breve pesquisa, que logo nos primeiros resultados lhe revela links para estes dois artigos além de uma profusão de gente curiosa que pode seguir. Em duas penadas, ele ficou com uma lista de recursos e outra de contactos.
Entusiasmado, vai ao Alltop (“wine”) e ao Wefollow para saber quem é mais lido lá fora, e depois, aproveitando as suas descobertas no Google Blog Search, percorre o blogroll de alguns fanáticos portugueses. Em breve fará parte do fórum da Revista de Vinhos, da Nova Crítica, e de outras comunidades dinâmicas. O que ganha com isso? Mais amigos para as ocasiões.
2. Anotar
Uma hora depois, o senhor Libério tem o caderninho de apontamentos cheio de ideias e as bookmarks do computador a abarrotar. Está na altura de ele descobrir o Delicious, um serviço de bookmarking social — partilhado por uma vasta comunidade — que permite aos utilizadores classificar páginas por tags, salvar, gerir e distribuir links a partir de uma única origem: a internet. A partir de agora, ele consegue ter acesso aos seus sites mais úteis a em qualquer computador. E se usar o Stumbleupon, pode ainda apontar favoritos e descobrir conteúdos do seu interesse, previamente avaliados por outros leitores.
Para substituir com vantagem o seu pequeno bloco de papel existe o Evernote, um recurso que centraliza anotações na web. Este aide-memóire gratuito permite usar o computador pessoal, o telemóvel e a internet para depositar fotos, textos, links, clips de páginas online e ficheiros de várias qualidades. E claro, pode ser consultado numa mercearia do Burkina Fasso, quando houver necessidade.
3. Organizar
É verdade que todas as ferramentas anteriores, principalmente o Delicious, o ajudam a organizar informação. Mas a certa altura chega a fase em que preparamos a informação para ser usada num contexto específico, como por exemplo um conteúdo a elaborar. Para este efeito, não conheço melhor instrumento que o Google Reader. O Google Reader é um leitor de RSS Feeds, ou seja, de informação agregada num formato standard, que lhe permite receber numa só página todos os conteúdos periódicos úteis à sua actividade: desde blogs, a artigos de revistas online, a notícias frescas, a qualquer momento. Você só tem que subscrever as moradas que os produzem (como os blogs americanos que citei anteriormente) e irá receber os futuros posts até anular a sua subscrição.
Ora, é muito fácil preparar esses feeds para serem mastigados posteriormente. Com o Google Reader você pode acrescentar “tags” (palavras-chave que facilitam a pesquisa), anotações (que ficam guardadas numa directoria própria) e atribuir estrelas a cada uma das páginas recebidas.

O Google Reader: uma excelente ferramenta para preparar informação.
Se o senhor Libério quisesse fazer um dossier sobre Técnicas de Marketing de Vinhos, por exemplo, o seu método poderia ser este:
1. Ao subscrever um blog adicionar-lhe-ia um conjunto de tags específicas (por exemplo “Vinhos_Portugal”, ou “Vinhos_no_Facebook”).
2. Depois dava uma estrela ao posts com conteúdos mais interessantes.
3. Finalmente, quando se preparasse para ir buscar informação mais detalhada, percorria os posts com estrelas e acrescentava aos mais pertinentes a seguinte nota: “incluir no dossier de Portugal”.
Como os intrumentos de pesquisa do Google Reader permitem arrolar todos os páginas, tags, estrelas e anotações, em poucos minutos seria possível ao nosso produtor de vinhos preferido escolher a informação essencial para o ajudar a fazer um excelente dossier.
4. Planear
Agora que já tem as suas informações recolhidas, anotadas e organizadas como deve ser, falta dar um princípio, meio e fim ao exigente dossier. Para isso, nada como pegar numa folha e desenhar um mapa mental do seu projecto. Eu escrevi folha? Perdão: queria dizer antes Mind Note, uma aplicação gratuita (para Mac) que lhe permite estruturar visualmente informação, relacioná-la e tentar perceber como ela se agrupa da maneira mais eficiente para satisfazer a curiosidade dos destinatários. Com o Mind Note, o senhor Libério decide o que deve excluir e incluir no índice do seu dossier, e segue para a segunda fase do planeamento: definir tarefas.
Fazer um dossier de marketing não é como beber um Touriga Nacional ao fim da tarde: exige uma coordenação de actividades mais sofisticada do que levar o copo à boca e intercalá-lo com uma fatia de queijo da Serra. Há que definir prazos, para que o projecto não dure até às vindimas. É preciso preencher as áreas menos aprofundadas, talvez com uma ou duas entrevistas. Ora, o senhor Libério está um pouco cansado de tanta nova tecnologia e espera que o seu sobrinho Adolfo, que é jornalista, compense algumas limitações da sua educação informal.
Bem-vindo ao Basecamp, amigo. O Basecamp é a única ferramenta paga desta enorme lista. Mas que ferramenta: com ela, o autor de qualquer projecto define listas de tarefas, datas limite, atribuição de horários, e ainda assinala as que foram ou não completadas. Se o senhor Libério quiser que o Adolfo entreviste o famoso produtor Manuel Quintinha, por exemplo, ele pode planear uma lista de perguntas, agendar a conversa, impôr um dia em Fevereiro como prazo para que o trabalho não se atrase, e vigiar a execução a cargo do seu estouvado sobrinho. Quando a entrevista estiver pronta, o ficheiro até pode ser acrescentado ao projecto e partilhado com os seu sócios em Lisboa.
5. Colaborar
Por falar nisso, o Libério e o Adolfo precisam de chegar a acordo quanto a alguns capítulos do dossier. Há arestas para limar. O problema é, como sempre, a funesta teimosia dos Travassos — tio e sobrinho. Felizmente para eles, dispõem de duas excelentes ferramentas de colaboração: o Google Wave e o PBWorks. O primeiro ainda está em fase de lançamento. É um serviço que agrupa o email, as mensagens em tempo real, a partiha de ficheiros e muitas outras aplicações em waves (ou núcleos temáticos) facilmente editáveis por todos os convidados. Assim, os dois familiares podem reunir-se online, trocar mensagens e editá-las sem perderem o fio à meada. As waves guardam a história de cada trabalho de um modo fácil de consultar.
Quando o dossier ficar mais extenso, recomenda-se o uso do PBWorks, um serviço wiki ideal para compor textos de maior fôlego a quatro ou mais mãos, editáveis pelos colaboradores. As últimas alterações ficam sempre visíveis, bem como tudo o que alguém apagou. As várias versões podem ser guardadas em segurança, e no final, impressas ou exportadas para outros formatos de texto.
Depois: comunicar e monitorizar a informação.
Com o dossier concluído, é natural que o senhor Libério o queira exibir aos amigos. Afinal, é mais que um documento: é uma obra de arte. Para alcançar esse objectivo existem variadas ferramentas de comunicação, partilha de conteúdos e monitorização de resultados. Mas isso é assunto para um outro post.
Redactor, colabora pontualmente com a Hamlet
Se não passou os últimos anos em Marte, você deve suspeitar que uma presença na internet é cada vez mais, muito mais que um logótipo, uma página de contactos e uma breve descrição dos seus produtos ou serviços. Neste post trataremos das quatro estratégias clássicas que ajudam as marcas a triunfar:
1. A estratégia dos motores de busca (ou dos agregadores de reputação).
2. A estratégia dos blogs.
3. A estratégia das comunidades online.
4. A estratégia das redes sociais.
Vamos explicá-las com mais detalhe.
1. A ESTRATÉGIA DOS MOTORES DE BUSCA: AME O GOOGLE E SERÁ RECOMPENSADO.
Os motores de busca são agregadores de reputação — sites que fornecem rankings de conteúdos e de outros sites. O Google é o mais importante. Em segundo e terceiro lugar estão o Yahoo e o MSN.
O que o Google faz é facilitar as buscas dos utilizadores, e isso é uma excelente oportunidade de negócio para quem ocupa os primeiros lugares no ranking dos conteúdos pesquisados, pois não há melhores clientes do que aqueles que nos procuram.
Existem duas maneiras de a sua empresa aparecer no Google: 1) em resultado de um processo orgânico de pesquisa, ou 2) com um anúncio pago ao seu site. No primeiro caso, a qualidade e popularidade dos seus conteúdos faz com que estes apareçam no topo do ranking da pesquisa. No segundo caso, você licita o espaço do seu anúncio num leilão de palavras relevantes: sempre que essa palavra for pesquisada, o seu anúncio pode aparecer.
Estar no topo dos resultados é muito importante, pois as pesquisas demonstram que as pessoas quase nunca leem mais do que três páginas após uma pesquisa. Por isso, se não for beneficiado pela pesquisa orgânica, o melhor é pagar para ter um anúncio.
Melhor ainda é que a sua marca apareça das duas maneiras.

Um caso em que o resultado da pesquisa orgânica é duplicado pelo anúncio: o recall aumenta mais de 200%.
- Em primeiro lugar, porque a duplicação de anúncios e de conteúdos no topo do ranking é eficaz: segundo um artigo da BrandWeek da autoria de Steve Miller, a lembrança da marca (recall) aumenta 220% quando é comparada com a presença de um único resultado, seja ele gratuito ou pago.
- Em segundo lugar, porque existem técnicas para melhorar a performance dos seus conteúdos orgânicos no Google. Actualizar os conteúdos do seu site com frequência é uma delas. Atrair links de qualidade (isto é, ligações de sites populares que dizem respeito à sua área de negócio) é outra. Criar conteúdos através de vídeo é também muito eficiente. O mais importante é que os seus conteúdos sejam úteis para quem os ler e que abordem de uma maneira completa os temas pesquisados pelos utilizadores.
2. A ESTRATÉGIA DOS BLOGS: FAÇA COM QUE FALEM DE SI.
Os blogs começaram por ser diários online em texto, mas depressa passaram a incluir links, fotografias, videos e muitas outras aplicações. Hoje em dia existem mais de 110 milhões de blogs, pessoais ou empresariais.
A primeira vantagem dos blogs, para o marketing de uma empresa, é que inspiram confiança: segundo um estudo da multinacional de relações públicas Edelman, 63% dos consumidores confiam mais na informação obtida através de blogs do que por via de sites empresariais ou press releases.
A outra vantagem é que em grande parte estão a substituir os meios de comunicação impressa como fonte de informação credível. Isso permite um contacto mais directo entre quem cria as notícias e quem as consome e dá oportunidade às pequenas empresas de serem uma voz respeitada pelo público, com muito menos esforço. Mas atenção: isso não é um salvo-conduto para fazer publicidade descarada aos seus produtos. Os frequentadores de blogs odeiam publicidade intrusiva.
Para quê blogar?
Há três razões principais, que se traduzem em vantagens para o seu negócio:
a) para liderar a conversa.
Um blog permite-lhe ser uma voz com autoridade sobre a sua indústria ou serviço, principalmente se a sua empresa for recente. Você pode falar do mercado, analisar produtos, recomendar soluções na sua área de especialidade. Esse trabalho reforcará a sua credibilidade, atrairá leitores e irá ter consequências na pesquisa orgânica em motores de busca. Além disso, os blogs podem ser óptimas fontes de novidades para os media tradicionais — ou seja, um óptimo instrumento de relações públicas.
b) para dar um rosto humano a uma empresa.
Se sentir que a sua empresa está um pouco distante dos consumidores, crie um blog. Em breve os clientes terão à vontade para interagir consigo, e comentar os seus posts. Essa proximidade dará frutos quando estiver cara a cara com eles. A proximidade encoraja as relações; e se existe uma verdade no marketing é que as relações fortes atraem dinheiro.
c) para saber o que se passa no mundo real.
É perigoso imaginar um consumidor idealizado, desconhecer como as pessoas se comportam perante o seu produto ou o seu serviço. Um blog permite conhecer melhor as opiniões de quem lhe paga as contas. Fazer pesquisa. Ter acesso a reacções em tempo real.
Mas atenção: criar e alimentar um blog de sucesso é um trabalho longo, lento, com regras próprias.
3. A ESTRATÉGIA DAS COMUNIDADES ONLINE: O MUNDO É DOS AMIGOS.
As comunidades online são sites em que as pessoas partilham um interesse comum. Muitas vezes esses sites divulgam conteúdos criados por profissionais, e podem oferecer aos participantes notícias, informação geral ou entretenimento — ou uma mistura de tudo isso. Para se financiarem, podem incluir publicidade ou exigir uma assinatura mensal. Neste caso os conteúdos devem ser de qualidade reconhecidamente superior.
Vantagens de uma comunidade online para a sua empresa:
As comunidades são um bom veículo para publicidade. Se estiverem focadas na sua área de negócio, constituem uma excelente maneira de se relacionar com o seu público-alvo. É frequente algumas empresas enviarem novos produtos aos membros mais activos dessas comunidades. Os patrocínios, devidamente assinalados, dão bons resultados a médio-prazo. Os comentários e outras formas de feedback são uma fonte de ensinamentos sobre a sua marca ou produto.
As comunidades serão cada vez mais um modo privilegiado de se relacionar com os clientes. A sua combinação de recursos intelectuais e tecnológicos de que podem dispôr (blogs, videos, notícias actualizadas, mecanismos de votação, chat rooms) permite renovar eternamente o interesse dos consumidores.
Outra vantagem importante das comunidades é a de lhe permitirem estabelecer relações com outros intervenientes na sua área de negócio: desde fornecedores, competidores, ou empresas cuja actividade é complementar à sua.
O seu contributo
Numa comunidade, você pode animar uma conversa, partilhar novidades, aconselhar clientes potenciais, resolver problemas. Mas nunca seja descaradamente vendedor. Se tiver uma vantagem especial para oferecer, faça-o. Se o seu produto for o ideal para resolver um problema colocado por um participante, divulgue-o. Mas nunca esqueça que a sua credibilidade (e o seu negócio) dependem de quão generoso você for.
4. A ESTRATÉGIA DAS REDES SOCIAIS: FIQUE MAIS PRÓXIMO DE QUEM PRECISA.
Por esta altura, você já deve saber que as redes sociais são comunidades online que permitem aos utilizadores comunicar entre si e ligar-se por interesses comuns. Elas distinguem-se das comunidades online tradicionais porque não partem de conteúdos previamente elaborados pelos seus criadores, embora os possam incluir. Em vez disso são as relações entre os membros que dão alma à organização, e os conteúdos são principalmente gerados pelos utilizadores.
Algumas redes sociais incluem o YouTube (para partilhar videos), o Flickr (fotografias), o Facebook (que inclui inúmeras aplicações) e o Linkedin (para desenvolver relações profissionais ou de negócio).
Interesses Vs. Demografia
A segmentação nas redes sociais é feita principalmente por interesses, mas pode estender-se às áreas geográficas. Isso dá amplas oportunidades às empresas, mesmo as que exploram oportunidades locais. A criação de grupos especializados dentro das redes sociais é comum, a construção de aplicações (por exemplo, no Facebook) também permite dinamizar os utilizadores e até criar um efeito viral.
Recomendação: cresça lentamente.
É tentador fazer tudo de uma vez: em suma, convidar alguém e tentar vender-lhe alguma coisa. Mais uma vez, não é assim que os social media funcionam. Tente antes criar um ambiente confortável e um sentimento de comunidade: convide as pessoas a virem até si, faça conversa, deixe passar o tempo. Partilhe histórias e conteúdos. Provavelmente, vai acabar por vender alguma coisa. A pressa, não o esqueçamos, é inimiga da perfeição.
Redactor, colabora pontualmente com a Hamlet